sexta-feira, 17 de maio de 2013

Aprovação da co-adopção por casais homossexuais


Depois de uma semana centrada nas mamocas da Angelina Jolie (ou na falta delas, para ser mais precisa…que bitch insensível que hoje estou…), na viagem de avião Paris-Lisboa do Passos Coelho e do Socrátes (porque viajar em económica ao estilo sardinha enlatada dá aspecto que o governo anda solidário e de mãos dadas com a miséria do Zé Povinho) e no Benfica-Chelsea (pré, durante e pós jogo…especialmente os habituais bitaites dos comentadores futebolísticos), eis que surge um novo assunto, este sim digno de um piqueno comentário, até porque hoje já tudo o que mexe e fala deu o seu parecer sobre a matéria:

A aprovação da co-adopção por casais homossexuais, um projecto  de lei apresentado pelo PS e que hoje, - misteriosamente com votos favoráveis da bancada PSD, - foi aprovado no Parlamento. 

Com este projecto de lei será permitido que homossexuais possam co-adoptar os filhos biológicos da pessoa com quem vivem casados ou em união de facto. 

Rigorosamente, foi aprovado que "quando duas pessoas do mesmo sexo sejam casadas ou vivam em união de facto, exercendo um deles responsabilidades parentais em relação a um menor, por via da filiação ou adopção, pode o cônjuge ou o unido de facto co-adoptar o referido menor".

Hoje já ouvi e li de tudo um pouco. Já li a opinião de criaturas de direita a quem devia ser dado o contacto de um bom psiquiatra, gente que apoia, gente que pensa que foi hoje aprovada a adopção de uma criança por um casal homossexual casado ou a viver em união de facto, gente que pensa ser grave, imoral e perniciosa esta aprovação…ele há de tudo e para todos os gostos…

Eu ando do lado do sim e do que me parece pertencer ao foro do bom senso e do que deve ser considerado mais favorável para o saudável desenvolvimento da criança. Esta aprovação demonstra maturidade e razoabilidade e acima de tudo um enorme avanço civilizacional. Acima de tudo uma criança deve ter estabilidade e amor aquando do seu crescimento, oferecido por um pai e uma mãe, por dois pais ou por duas mães, pelos avós, pelos tios e tias ou apenas por um pai ou por uma mãe, independentemente da orientação sexual. Isto é ponto assente.

A aprovação   que hoje teve lugar permite que um dos membros do casal adopte o filho biológico ou adoptado do seu companheiro. Numa situação extrema, imaginando que esse casal vive em união de facto ou casado, que um deles tem um filho biológico ou adoptado e, por qualquer razão, o progenitor perece, parece-me normal e razoável que a criança possa ser adoptada pela pessoa que formava a sua família, independentemente da orientação sexual! Afinal de contas, a criança já coabitava com esse membro do casal…

Se não tivesse sido criança até há relativamente pouco tempo, - e não me lembrasse o quanto gozava e era gozada pelos outros meninos do colégio, pelo simples facto de serem gordos, usarem óculos ou aparelho dentário, terem defeitos na fala ou mesmo físicos ou apenas serem “estranhos” - até poderia perceber aqueles que defendem não dever existir adopção por casais homossexuais face à engenharia social e emocional de ter dois pais e duas mães…será que esses opinadores não andaram em colégios ou escolas??

E partir da premissa, para evitar a adopção, que um casal homossexual tem tendência a ser mais promíscuo que um casal heterossexual ou que as relações poderão ser mais frágeis é uma falsa questão, e quem tem amigos homossexuais (solteiros ou com um companheiro) sabe que a realidade da promiscuidade ou da infidelidade pertence a pessoas de qualquer género, credo ou orientação sexual.

Vamos seguir as cenas dos próximos capítulos….










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